quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

criação de uma politica nacional de proteção dos direitos da pessoa com transtorno do especto autista

Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos
 
Regulamenta a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012,
DECRETA:
Art. 1o A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.
Parágrafo único.  Aplicam-se às pessoas com transtorno do espectro autista os direitos e obrigações previstos na Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, promulgados pelo Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, e na legislação pertinente às pessoas com deficiência.
Art. 2o É garantido à pessoa com transtorno do espectro autista o direito à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, respeitadas as suas especificidades.
§ 1o Ao Ministério da Saúde compete:
I - promover a qualificação e a articulação das ações e dos serviços da Rede de Atenção à Saúde para assistência à saúde adequada das pessoas com transtorno do espectro autista, para garantir:
a) o cuidado integral no âmbito da atenção básica, especializada e hospitalar;
b) a ampliação e o fortalecimento da oferta de serviços de cuidados em saúde bucal das pessoas com espectro autista na atenção básica, especializada e hospitalar; e
c) a qualificação e o fortalecimento da rede de atenção psicossocial e da rede de cuidados de saúde da pessoa com deficiência no atendimento das pessoas com o transtorno do espectro autista, que envolva diagnóstico diferencial, estimulação precoce, habilitação, reabilitação e outros procedimentos definidos pelo projeto terapêutico singular;
II - garantir a disponibilidade de medicamentos incorporados ao SUS necessários ao tratamento de pessoas com transtorno do espectro autista;
III - apoiar e promover processos de educação permanente e de qualificação técnica dos profissionais da Rede de Atenção à Saúde quanto ao atendimento das pessoas com o transtorno do espectro autista;
IV - apoiar pesquisas que visem ao aprimoramento da atenção à saúde e à melhoria da qualidade de vida das pessoas com transtorno do espectro autista; e
V - adotar diretrizes clínicas e terapêuticas com orientações referentes ao cuidado à saúde das pessoas com transtorno do espectro autista, observando suas especificidades de acessibilidade, de comunicação e atendimento.
§ 2º A atenção à saúde à pessoa com transtorno do espectro autista tomará como base a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF e a Classificação Internacional de Doenças - CID-10.
Art. 3o É garantida proteção social à pessoa com transtorno do espectro autista em situações de vulnerabilidade ou risco social ou pessoal, nos termos da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993.
Art. 4o É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar o direito da pessoa com transtorno do espectro autista à educação, em sistema educacional inclusivo, garantida a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior.
§ 1o O direito de que trata o caput será assegurado nas políticas de educação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, de acordo com os preceitos da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.
§ 2o Caso seja comprovada a necessidade de apoio às atividades de comunicação, interação social, locomoção, alimentação e cuidados pessoais, a instituição de ensino em que a pessoa com transtorno do espectro autista ou com outra deficiência estiver matriculada disponibilizará acompanhante especializado no contexto escolar, nos termos do parágrafo único do art. 3o da Lei no12.764, de 2012.
Art. 5o Ao tomar conhecimento da recusa de matrícula, o órgão competente ouvirá o gestor escolar e decidirá pela aplicação da multa de que trata o caput do art. 7º da Lei nº 12.764, de 2012.
§ 1o Caberá ao Ministério da Educação a aplicação da multa de que trata o caput, no âmbito dos estabelecimentos de ensino a ele vinculados e das instituições de educação superior privadas, observado o procedimento previsto na Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999.
§ 2o O Ministério da Educação dará ciência da instauração do processo administrativo para aplicação da multa ao Ministério Público e ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Conade.
§ 3o O valor da multa será calculado tomando-se por base o número de matrículas recusadas pelo gestor, as justificativas apresentadas e a reincidência.
Art. 6o Qualquer interessado poderá denunciar a recusa da matrícula de estudantes com deficiência ao órgão administrativo competente.
Art. 7o O órgão público federal que tomar conhecimento da recusa de matrícula de pessoas com deficiência em instituições de ensino vinculadas aos sistemas de ensino estadual, distrital ou municipal deverá comunicar a recusa aos órgãos competentes pelos respectivos sistemas de ensino e ao Ministério Público.
Art. 8o A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, juntamente ao Conade, promoverá campanhas de conscientização sobre os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista e suas famílias.
Art. 9o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 2 de dezembro de 2014; 193o da Independência e 126o da República.
DILMA ROUSSEFFJosé Henrique Paim Fernandes
Arthur Chior
Ideli Salvatti


Regiane Nascimento

Saiba como surgiu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

3 de dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

3 de dezembro, comemora-se o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, DATA estabelecida desde 1998 pela Organização das Nações Unidas – ONU com o objetivo de gerar discussões sobre a situação das pessoas com deficiência, seus direitos e necessidades.

Segundo a ONU, aproximadamente 10% da população mundial vive com algum tipo de deficiência física ou mental, das quais CERCA de 80% em países em desenvolvimento. No Brasil existem, segundo dados do censo do IBGE 2010, 45,6 milhões de pessoas que se declaram com deficiência, o que corresponde a 23,9% da população total. Isso é quase 1 a cada 4 brasileiros, mas pouco as vemos nas ruas, escolas e ambientes de trabalho, ou ocupando espaços políticos e de poder. Por quê?

O fator limitador é o meio em que a pessoa está inserida, as barreiras e limitações nos espaços públicos e privados, nos meios de TRANSPORTE e nos meios de comunicação, e não o limite individual da pessoa com deficiência. Desconhecimento, preconceito e falta de vontade política impedem o pleno desenvolvimento do potencial dessas pessoas e sua autonomia. Assim, muitas ficam confinadas ao espaço doméstico, sem acesso a educação e saúde, e quase sempre a cargo de uma mulher, a quem o papel de cuidadora ainda é tradicionalmente atribuído.

Mulheres e meninas com deficiência 

A invisibilidade a que as pessoas com deficiência estão sujeitas é apenas um dos aspectos dessa realidade. Dados da ONU mostram, e o governo brasileiro reconhece, que entre as pessoas com deficiência, mulheres e meninas são as MAIS vulneráveis à violência e ao abuso.

Entre as pessoas MAIS pobres do mundo, 20% têm algum tipo de deficiência. Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Pessoas com deficiência são mais propensas a serem vítimas de violência ou estupro, e têm menor probabilidade de obter ajuda da polícia, a proteção jurídica ou cuidados preventivos. Cerca de 30% dos meninos ou meninas de rua têm algum tipo de deficiência, e nos países em desenvolvimento, 90% das crianças com deficiência não frequentam a escola. (Do website da ONUBr)
 

Assim, o artigo 6, ITEM 2 da Convenção, estabelece:

Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para assegurar o pleno desenvolvimento, o avanço e o empoderamento das mulheres, a fim de garantir-lhes o exercício e o gozo dos direitos humanos e liberdades fundamentais estabelecidos na PRESENTE Convenção.

Uma vez que a violência, a ausência de acesso a serviços básicos e de oportunidades afetam de maneira particularmente perversa a população negra, é provável que a situação seja ainda MAIS crítica nessa população.

Portadoras de Direito

Tradicionalmente as pessoas com deficiência têm sido VISTAS com condescendência e como objeto de caridade, quando devem ser tratadas como sujeitos de direito, de maneira igualitária e com respeito às suas diferenças e necessidades específicas, com regras que garantam seu pleno atendimento e autonomia.

Em 3 de maio de 2008 foi aprovada e entrou em vigor a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo. No mesmo ano, o governo brasileiro ratificou a Convenção e seu Protocolo, que desse modo obtiveram equivalência de emenda constitucional e devem orientar os esforços para garantir VIDA digna e plena a pessoas com todo tipo de deficiência.

Os princípios gerais da Convenção são os seguintes:

a)  O respeito pela dignidade inerente, a autonomia individual, INCLUSIVE a liberdade de fazer as próprias escolhas, e a independência das pessoas;
b)  A não discriminação;
c)  A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade;
d)  O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como PARTE da diversidade humana e da humanidade;
e)  A igualdade de oportunidades;
f)   A acessibilidade;
g)  A igualdade entre o homem e a mulher;
h)  O respeito pelo desenvolvimento das capacidades das crianças com deficiência e pelo direito das crianças com deficiência de preservar sua identidade.


Políticas públicas brasileiras

No BRASIL, as políticas de acessibilidade e oportunidade igualitária para pessoas com deficiência estão a cargo da  Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Alguns dos PROGRAMAS voltados a essa população são:

Pronatec (PROGRAMA Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego): criado pelo Governo Federal, em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de CURSOS de educação profissional e tecnológica.
Benefício de Prestação Continuada, da Previdência Social, a pessoas de baixa renda. Contempla o BPC na Escola, para garantir a permanência na escola de pessoas com deficiência beneficiárias do BPC até os 18 anos de idade, e o BPC Trabalho, para capacitar profissionalmente pessoas com deficiência, entre 16 e 45 anos,
Crédito Acessibilidade, em parceria com o Banco do Brasil: destinado ao financiamento de bens e serviços voltados para Pessoas com Deficiência.
Lei de Inclusão Social, aprovada em 2004, que obriga as empresas com MAIS de cem funcionários a ocupar de 2% a 5% das vagas com deficientes.
Obrigatoriedade da audiodescrição da TV aberta nacional: programa ainda não implementado, que consiste na narração que descreve elementos visuais e qualquer informação necessária para que os deficientes visuais possam compreender a programação.
Estigma 

A DATA de hoje deve servir para lembrar que as questões que envolvem a situação das pessoas com deficiência estão longe de ser resolvidas. Além da falta de políticas públicas e da aplicação insatisfatória das que já existem, a pessoa com deficiência enfrenta diversos estigmas na vida em sociedade. Crianças com deficiência são aceitas com restrições e desconfiança até nas melhores escolas particulares. Há casos de pais e mães de alunos sem deficiência que não aceitam bem a presença de crianças com necessidades especiais. Ou quando aceitam, não passa disso: aceitação. Raramente há um real acolhimento.

O mercado de trabalho também tem dificultado a plena autonomia dessa população. Apesar da Lei de Inclusão Social, que prevê a contratação de pessoas com deficiência, e do CONSTANTE monitoramento e autuação por parte do Ministério do Trabalho, as empresas alegam que há dificuldade em encontrar profissionais qualificados, o que infelizmente é verdade, em virtude do acesso deficiente dessa população à educação básica, profissionalizante e superior, mas é verdade também que muitas empresas não estão dispostas a investir nas adaptações necessárias para receber essas pessoas, COMO demonstra um levantamento citado na página da ONU Brasil (aqui).

Felizmente há exceções, e o Senac é um desses exemplos. A entidade tem um PROGRAMAsólido de contratação de pessoas com deficiência, e quem como eu frequenta ou frequentou o Senac São Paulo tem a oportunidade de constatar isso em suas unidades.  Aqui a página do PROGRAMA de contratação.

Uma questão pessoal

Como mãe de um jovem de 18 anos de idade portador de deficiência física (mobilidade reduzida), autonomia foi sempre a palavra de ordem aqui em casa. Reconhecemos que somos pessoas privilegiadas do ponto de vista socioeconômico e por isso meu filho pôde ter até agora acesso a excelente educação e atendimento global de saúde, o que não deveria ser privilégio, e sim um direito de todo cidadão e toda cidadã, especialmente aqueles e aquelas em situação de vulnerabilidade.

Mas autonomia não basta. A pessoa com deficiência precisa e merece ser VISTA como igual, obviamente com respeito às suas particularidades. Ela não precisa de compaixão. Não precisa ser ajudada o tempo todo, ainda mais de maneira ostensiva. Não precisa de conselhos, comparações com outras pessoas com deficiência, muito menos de apoio religioso, exceto se solicitado. Pessoas raramente têm múltiplas deficiências, mas tem gente que parece sempre achar que é preciso falar com a pessoa com necessidades especiais (incluindo aí o idoso) mais alto ou mais devagar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Participe da Coleta de Assinaturas pela REFORMA POLITICA E ELEIÇÕES LIMPAS.

Coleta de Assinaturas pela REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA E ELEIÇÕES LIMPAS

Formulário de coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular elaborado pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas que busca afastar das eleições o financiamento de empresas, melhorar o sistema eleitoral, promover a inclusão política de mulheres, dos grupos sub-representados e aperfeiçoar a democracia direta.
A Coalização é formada pela CNBB, OAB, MCCE (autores do Ficha Limpa), Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político e mais 98 entidades importantes da sociedade civil.

1)= NOME (Por extenso e sem abreviar)

DATA DE NASCIMENTO DO ASSINANTE
ASSINATURA OU IMPRESSÃO DIGITAL


NOME DA MÃE (Por extenso e sem abreviar)

NÚMERO DO TÍTULO DE ELEITOR
ZONA
SEÇÃO
MUNICÍPIO/UF ONDE VOTA

2)= NOME (Por extenso e sem abreviar)

DATA DE NASCIMENTO DO ASSINANTE
ASSINATURA OU IMPRESSÃO DIGITAL


NOME DA MÃE (Por extenso e sem abreviar)

NÚMERO DO TÍTULO DE ELEITOR
ZONA
SEÇÃO
MUNICÍPIO/UF ONDE VOTA

3)= NOME (Por extenso e sem abreviar)

DATA DE NASCIMENTO DO ASSINANTE
ASSINATURA OU IMPRESSÃO DIGITAL


NOME DA MÃE (Por extenso e sem abreviar)

NÚMERO DO TÍTULO DE ELEITOR
ZONA
SEÇÃO
MUNICÍPIO/UF ONDE VOTA

4)= NOME (Por extenso e sem abreviar)

DATA DE NASCIMENTO DO ASSINANTE
ASSINATURA OU IMPRESSÃO DIGITAL


NOME DA MÃE (Por extenso e sem abreviar)

NÚMERO DO TÍTULO DE ELEITOR
ZONA
SEÇÃO
MUNICÍPIO/UF ONDE VOTA

5)= NOME (Por extenso e sem abreviar)

DATA DE NASCIMENTO DO ASSINANTE
ASSINATURA OU IMPRESSÃO DIGITAL


NOME DA MÃE (Por extenso e sem abreviar)

NÚMERO DO TÍTULO DE ELEITOR
ZONA
SEÇÃO
MUNICÍPIO/UF ONDE VOTA

IMPORTANTE. VOCÊ pode encaminhar as ASSINATURAS para:
  1. Encaminhe o formulário preenchido para: SAS, Quadra 05, Lote 2, Bloco N, 1º Andar – Brasília/DF – CEP: 70.070-913
  2. A íntegra deste projeto está registrado em cartório e disponível no site www.reformapoliticademocratica.org.br
  3. Entregar na Escola de Cidadania da Zona Leste – Rua Miguel Rachid, 997 – Ermelino Matarazzo, Zona Leste, SP
  4. Quem quiser receber o texto completo da Reforma Política pode pedir para monica@pastoralf

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Manifesto Aberto para o Futuro Presidente Compare as propostas de Dilma e Aécio

Manifesto Aberto para o Futuro Presidente


Caros amigos, 

A apenas 48 horas do dia da eleição, nossa comunidade respondeu ao que foi, provavelmente, a maior pesquisa eleitoral já feita a respeito das prioridades para o próximo presidente. Os resultados são muito animadores: 
  • Número 1: Educação: Tornar a educação a prioridade número 1 do Brasil, começando pelo treinamento adequado e aumento salarial dos professores da rede pública
  • Número 2: Saúde Pública: Distribuir a força de trabalho de médicos nas regiões mais precárias do Brasil, garantindo pelo menos 1 médico para cada mil habitantes, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde
  • Número 3: Combate à Corrupção: Proibir dinheiro de empresas privadas no financiamento de campanhas eleitorais
  • Número 4: Energia Limpa & Mudanças Climáticas: Transformar o Brasil em um país com energia 100% limpa até 2050 e liderar o debate global para combater as mudanças climáticas
  • Número 5: Amazônia e Florestas: Zerar o desmatamento até 2030
  • Número 6: Democracia: Criar o melhor modelo de participação pública online já visto e trazer cidadãos para participar diretamente das decisões do Congresso
Todas essas políticas são viáveis e podem se tornar realidade. Juntas, elas formam uma plataforma contundente de mudança para quem quer que assuma o Palácio do Planalto. A Avaaz entregou os resultados para as equipes da Presidente Dilma e do candidato Aécio Neves, e agora estamos transformando os resultados em um Manifesto Aberto para o Futuro Presidente, que vamos divulgar para toda imprensa. 

Quando formos às urnas eletrônicas daqui a dois dias, podemos afirmar, com segurança, uma coisa: em uma corrida eleitoral tão apertada quanto esta, nossa comunidade de mais de 5 milhões de brasileiros vai ter um papel fundamental na eleição do próximo presidente do nosso querido país. 

Por isso, antes de votar, dêem uma olhada na tabela abaixo para conhecer a visão que cada candidato tem sobre os seis temas prioritários para a nossa comunidade. Nossa pesquisa não é uma lista de desejos, mas um manual para aprofundar e fortalecer a democracia com a qual todos sonhamos. E, quem quer que seja nosso candidato no domingo, vamos nos lembrar que democracia não se trata apenas do dia das eleições, mas do esforço desta comunidade em trabalhar junto para exigir e garantir as mudanças que criarão o Brasil que todos merecemos. 

Com esperança, 

Michael, Diego, Carol, Nana, Joseph e toda a equipe da Avaaz 



Proposta
Dilma Rousseff (PT)
Aécio Neves (PSDB)
Educação: (96%)
Afirmou que dará "salários adequados" aos professores e melhor formação e irá universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016Quer melhorar salários com aumento do repasse da União ao Fundeb. Fará a implantação gradual da escola de tempo integral
Saúde Pública: (88%)
Expansão do programa Mais Médicos e Ampliação da rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)Continuará com o Mais Médicos, mas estabelecerá novas regras para o programa e ampliará a rede pública com 500 clínicas especializadas
Combate à Corrupção: (76%)
Defende o fim do financiamento empresarial de campanha e propõe aprovar uma lei que transforme a corrupção em crime e que puna com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstram a origem dos seus ganhosDefende que o financiamento privado de campanha deva ser limitado. Para reprimir a corrupção, o candidato propõe fazer a capacitação de agentes públicos
Energia Limpa & Mudanças Climáticas: (58%)
Manterá a geração com base em hidrelétricas e termelétricas e fontes alternativas. Diz que o país se “engajará fortemente nas negociações climáticas internacionais que terão lugar em 2015Defende planejamento com previsibilidade e matriz energética sustentável. Promete levar o Brasil à transição para uma economia de baixo carbono
Amazônia e Florestas: (56%)
Afirma que deve fortalecer o combate do desmatamento, em especial na AmazôniaDefende a revisão do atual modelo de licenciamento ambiental para torná-lo mais simples e eficaz
Democracia: (49%)
Propõe convocar um plebiscito para definir mudanças e promete maior espaço para a participação do cidadão.Promete ampliar os canais de diálogo com o cidadão

[Os percentuais na primeira coluna mostram quantas pessoas da comunidade Avaaz escolheram aquela opção como uma das 3 principais prioridades para o próximo presidente] 

FONTES: 

As diferenças dos programas de Aécio e Dilma (Revista Época)
http://epoca.globo.com/tempo/eleicoes/o-filtro/noticia/2014/10/principais-noticias-eleitorais-do-dia-7-de-outubro-de-2014.html 

Embate de ideias - compare as propostas de Dilma e Aécio (Revista Exame)
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/embate-de-ideias-compare-as-propostas-de-dilma-e-aecio 

Debate de propostas: o que dizem os programas de Aécio e Dilma? (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141015_eleicoes2014_programas_cq

Eleições 2014: Conheça e compare as propostas de Aécio Neves e Dilma Rousseff (CBN)
http://www.cbnfoz.com.br/editorial/politica/noticias-politica/22102014-223211-eleicoes-2014-conheca-e-compare-as-propostas-de-aecio-neves-e-dilma-rousseff 

Compare o que Dilma e Aécio disseram sobre 50 assuntos (G1)
http://g1.globo.com/politica/eleicoes/2014/noticia/2014/10/compare-o-que-dilma-e-aecio-disseram-sobre-50-assuntos.html 

 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

mais uma conquista a favor de São Paulo Ação da Prefeitura facilita vida de idoso usuário do bilhete único em SP

PDF

12 de Setembro de 2014

Medida irá beneficiar mais de 860 mil passageiros idosos
Idosos não precisam mais fazer renovação anual do Bilhete Único

A vida dos idosos que utilizam transporte público na cidade de São Paulo vai ficar um pouco mais fácil. Com o apoio operacional da Prodam à Secretaria de Transportes do município, os usuários do Bilhete Único do Idoso (pessoas com sessenta anos ou mais) não precisarão mais renovar, anualmente, o benefício que garante a gratuidade para esses usuários aos transportes públicos municipais.
Isso porque, a partir de agora, a Prodam viabilizará que a SPTrans, que controla o cadastramento e a emissão do Bilhete Único, passe a cruzar mensalmente o cadastro do Bilhete Único com os dados sobre óbitos no município de São Paulo, isso graças a uma parceria com o Iprem (Instituto Previdenciário Municipal), que tem acesso ao Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi), do Ministério da Previdência Social. O Sisobi recebe informações de todos os óbitos ocorridos no país enviadas pelos cartórios.
Rodolfo Marincek Neto, gerente de Relacionamento de Serviços Urbanos (GRU), esclarece que, graças a interveniência da Prodam, o idoso não precisará mais comparecer todo ano nos postos para revalidar seu cartão. “Essa é uma das iniciativas da prefeitura para o projeto Fila Zero. O sistema da SPTrans irá fazer um filtro das informações e eliminará o bilhete das pessoas falecidas”, diz. Segundo Rubens de Castro Carneiro Júnior, coordenador do Núcleo de Mobilidade e Serviços, da GRU, como a Prodam atende vários órgãos municipais, entre eles o Iprem e a SPtrans, foi possível viabilizar a transferência de dados de um órgão a outro. “Quando passamos a visualizar a gestão municipal como um todo, e não como áreas estanques, essas possibilidades surgem. Esse é um diferencial competitivo da Prodam”.
O projeto foi apresentado em coletiva de imprensa, na quarta-feira (10/9), por Adauto Farias, diretor de Gestão da SPTrans. Ele explicou que a medida busca reduzir as filas e melhorar a qualidade do atendimento nos postos das subprefeituras. De acordo com Adauto, quase metade dos atendimentos realizados pelas subprefeituras são para revalidação do cartão. “O cadastro ativo de idosos tem em média 863 mil nomes cadastrados. Em agosto, os postos atenderam quase 86 mil idosos, sendo que 40 mil desses atendimentos eram para revalidação do cartão”, destacou.
Outros benefícios aos idosos também foram divulgados pela SMT, como a opção da solicitação da 1ª via do Bilhete Único pelo Correio e, no caso, de perda ou desgaste do cartão, o pedido pode ser feito pelo 156. Nos dois casos, o usuário receberá o cartão em casa, em um prazo de até 20 dias.
Os dados dos óbitos deverão, futuramente, ser utilizados pela Prodam em outros sistemas da SPTrans. “O próximo passo é utilizar esse mesmo cadastro para atualizar o cartão de estacionamento para idoso e do cadastro de taxistas licenciados pela prefeitura”, antecipa Rodolfo Marincek. Participa também deste projeto, a Gerência de Processos de Gestão Administrativa (GRA), área conduzida por Ralf Lincoln de Paiva, e que atende ao Iprem.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

mobilização dos movimentos sociais Pelo afastamento do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) da relatoria dos Projetos de Lei sobre o novo Código da Mineração

Pelo afastamento do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) da relatoria dos Projetos de Lei sobre o novo Código da Mineração
As entidades abaixo assinadas apoiam  o mandado de segurança impetrado no Superior Tribunal Federal – STF, solicitando que o relator dos PLs 5807/2013 e apensos, que tratam do novo marco regulatório da mineração, o Deputado Federal  Leonardo Quintão (PMDB-MG), seja afastado da relatoria, pois o mesmo viola os princípios da República, da Democracia e da Igualdade Política, previstos na Constituição Federal, bem como o Artigo 5º, Inciso VIII, do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, que afirma ser quebra de decoro:

“relatar matéria submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, de interesse específico de pessoa física ou jurídica que tenha contribuído para o financiamento de sua campanha eleitoral;”
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, o deputado Leonardo Quintão recebeu cerca de 20% de suas doações da campanha de 2010 de empresas ligados ao setor mineral. Dessa forma, o deputado estaria impedido de relatar o marco regulatório da mineração, matéria que, evidentemente, é do interesse específico dos seus financiadores de campanha.
Esta iniciativa vem se somar a outras que buscam criar uma relação cada vez maior de independência entre o poder econômico privado e o poder político, como a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) n.º 4.650 que está sendo julgada pelo STF, na qual a maioria dos Ministros já se manifestou a favor do fim do financiamento privado de campanhas por empresas.
Solicitamos ao Ministro Luiz Fux que acate o mandado de segurança encaminhado ao STF e que faça prevalecer os interesses republicanos frente ao poder econômico das empresas mineradoras, garantindo-se a imparcialidade na condução dos Projetos de Lei referidos acima.

ASSINAM:

sábado, 6 de setembro de 2014

Movimentos sociais se unem fazem Semana Nacional de Luta pela Reforma Política

Movimentos fazem Semana Nacional de Luta pela Reforma Política
setembro 1, 2014 14:26
 
 
Campanha alerta para a necessidade de mudanças no atual modelo político brasileiro. A proposta defende a realização de um plebiscito e um projeto de iniciativa popular
 
Por Maíra Streit
 
 
 
De 1 a 7 de setembro, a pressão por mudanças no sistema político brasileiro será intensificada. Mais de 400 organizações sociais de todo o país irão às ruas para as atividades da Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática. As entidades querem recolher assinaturas para um plebiscito e para a criação de um projeto de lei para reforma política, sugerindo alterações na legislação e maior participação da sociedade nas decisões do Estado. Essa será uma oportunidade para que os cidadãos coloquem em prática as reivindicações levantadas durante as grandes manifestações de junho de 2013.
 
Uma campanha unificada já está em ação, sendo discutidas e apresentadas duas propostas principais. A primeira defende a realização de um Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. O plebiscito é uma consulta pública, em que a população poderá dizer se concorda ou não com a convocação de uma assembleia nacional constituinte para fazer a reforma política.
 
São necessários 10 milhões de votos favoráveis para que o plebiscito popular seja apresentado aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A ação não tem um valor legal, mas busca conseguir o apoio dos parlamentares para a aprovação de um decreto convocando um plebiscito oficial. Para isso, foram montados mais de 1,5 mil comitês, em todos os estados e no Distrito Federal, equipados com urnas e cédulas de votação. É possível também votar pela internet.
 
O segundo mecanismo a ser apresentado à população é o Projeto de Iniciativa Popular da Reforma Política Democrática. Assim como a Lei da Ficha Limpa, que nasceu de uma iniciativa parecida, o projeto precisa de 1,5 milhão de assinaturas para ser apresentado ao Congresso Nacional. A Semana colocará em debate assuntos como financiamento de campanhas, participação social, alteração do sistema eleitoral, maior representatividade de mulheres e demais grupos sub-representados nos espaços de poder e fortalecimento da democracia direta. Para saber mais sobre o projeto, basta acessar o sitewww.reformapoliticademocratica.org.br.
 
Wilma dos Reis, da Marcha Mundial das Mulheres, é uma das organizadoras da Semana no Distrito Federal. Ela defende que a mudança é algo urgente e necessário. “As pessoas reclamam da forma como o país está, mas não entendem que a estrutura do sistema político não está mais dando conta. Está falido, é um modelo viciado, que não permite a representatividade popular”, afirma.
 
A campanha é coordenada, ainda, por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre outras.
 

 
Minha fé é política porque ela não suporta separação entre o corpo de Jesus e o corpo de um irmão.
Minha fé é política porque crê que a economia pode mudar um dia e ser toda solidária.
Minha fé é política porque acredito na juventude, na sua força e inquietude, no seu poder de diferença
e na força da velhice que com sua sabedoria e experiencia ainda tem muito a colaborar, para um país justo, igualitário sem tantas injustiças sociais.. 
 
Pastoral Fé e Política
Arquidiocese de São Paulo
A partir de Jesus Cristo em busca do bem comum
 
Caso não queira receber os nossos informes, por favor, responder esse e-mail com o assunto “Remover meu e-mail da lista